Explorando Papeete

No nosso último dia no Tahiti, resolvemos tentar explorar a parte cultural da ilha. Durante toda a viagem, o Thiago queria bastante ver o lado mais cultural do Tahiti, mas nunca conseguimos...tínhamos até feito inscrição em um tour com um arqueólogo, mas ele cancelou.

Aí, resolvemos tomar as rédeas da situação e no nosso último dia em Papeete, alugamos um carro para passear bastante na ilha. Pegamos o carro as 8:30 da manhã e fomos direto ao mercado de Papeete, que é um dos points turísticos.

O mercado lembrou demais os mercadinhos de artesanato que a gente vê no nordeste...tinha muita coisa feita de folha de coqueiro seco, bordados, etc. No primeiro andar do mercado tinha comida, frutas, verduras, peixe fresco, etc. Já o segundo andar tinha os artesanatos e muuuuitas pérolas. Compramos algumas lembrancinhas (e uma água de coco, pois o calor era de rachar!)

Pertinho do mercado, fica a Assembléia da Polinésia Francesa. Esse orgão legislativo tem representantes eleitos das seis circunscrições: Îles du Vent (Tahiti, Moorea, etc), Îles Sous-le-vent (Bora Bora, Taha'a, Raiatea, etc), Îles Australes, Îles Gambier, Îles Tuamotu Ouest e Îles Marquises. Os políticos eleitos representam os cinco arquipélagos da Polinésia Francesa. 

Dentro da praça da Assembléia legislativa tem um jardim bem bonito e o Lago da Rainha. Esse lago pertencia a Rainha Pomare IV, e todo dia de manhã, ela se banhava neste lago. (Ah, e supostamente, a Rainha só bebia água de coco e água desse lago...) 

Do lado da Assembléia legislativa, fica a casa do Alto-comissário da República (i.e. França) na Polinésia Francesa. A Polinésia Francesa tem autonomia interna parcial, ainda sendo dependente da França. 

Depois do passeio no centro de Papeete (vimos tudinho em menos de três horas...juro! Fomos até no Museu da Pérola...), resolvemos visitar o Musée de Tahiti et ses îles (Museu do Tahiti e suas ilhas).  

No museu, vimos alguns artefatos arqueológicos e também aprendemos um pouco sobre a história indígena e geológica do Tahiti. Tinha até a reconstrução de uma "marae," o local sagrado dos povos antigos para sacrifícios e outros rituais religiosos.  

O museu também tinha uma série de canoas tradicionais. 

Suco de abacaxi é tão comum, que vende até em latinha. 

Após o Museu do Tahiti, tentamos ir ao Musée Gauguin, mas ele estava fechado :( Aproveitamos que os Jardins de Vaipahi eram pertinho do museu e demos um pulinho lá. 
As águas do Jardin de Vaipahi eram consideradas as mais puras da ilha, e antigamente, os nobres visitavam essas águas para purificarem suas almas.  

O parque é BEM bonito


Nesse passeio todo, atravessamos metade da ilha (toda a parte do sul) e visitamos praticamente todos os pontos turísticos principais. E isso tudo em menos de 6 horas...pois é, o forte do Tahiti não é atração cultural. A proposta é mesmo se maravilhar com as praias. 

Bem, voltamos para o hotel e curtimos mais um pouco a nossa piscina favorita. Ficamos lá umas boas 2-3 horinhas, aproveitando nossos últimos momentos no Tahiti. A viagem foi tão boa que não queríamos voltar para casa :( Mas, tudo que é bom acaba um dia, e a noite, embarcamos no vôo de volta para Los Angeles. 

Mesmo a viagem de ida (e de volta) sendo beeeem longas, vale muuuito a pena conhecer! Já falei para os meus pais, minha irmã, meus tios e amigos que eles TÊM que viajar para lá. Pode ficar do outro lado do mundo, mas é maravilhoso demais!

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