Miles, Dizzy, Chet, Wynton e Cub

Descobri que o Cub tem uma leve preferência por jazz, principalmente quando o soloista principal é o trompete. Vou explicar...

Durante a 28a semana, estava um pouco difícil trabalhar, pois Cub resolveu que quer competir nas Olímpiadas, particularmente no exercício de solo, e então, é melhor começar a treinar logo, pois 2028 está logo ali! Resultado: ALTAS cambalhotas aqui dentro! (e não, eu não acho as cambalhotas bonitinhas nem particularmente prazerosas...) 

Já identifiquei dois tipos de movimentos. O primeiro é o "soquinho," que é equivalente a uma patada da Poly ou de um cachorro carente de 5-6 quilos pedindo atenção (quem tem cachorro sabe direitinho o movimento ao qual estou me referindo). O soquinho é esporádico, em geral são no máximo uns 2-3 seguidos. Eu levo um susto, mas passa rápido. O soquinho não me incomoda e é até engraçadinho.

Quando as patadas não funcionam, Poly utiliza esta técnica para pedir amor, carinho e afeto. 

Já as cambalhotas...sério, eu sei que tem gente que curte esses movimentos barrigais, mas as cambalhotas eu dispensava. As cambalhotas são mais pressões internas, de um lado só e elas duram um tempinho (tipo, 1-2 minutos). A impressão que dá é que Cub resolveu que está de saco cheio de ficar assando e quer escapar da prisão, cavando um buraco na minha lateral direita (aparentemente, Cub acha que é possível escapar ao colocar TODO seu peso contra apenas UM lado da minha barriga). Essa sensação é equivalente àquela dorzinha chata nas laterais quando você se empolga fazendo abdominais porque o verão tá chegando e você passou o ano inteiro comendo brigadeiro e tem só 2 meses para tomar vergonha na cara...Não é doloroso, mas incomoda, sabe?! 

Mas voltando ao jazz e ao trompete...

Como Cub resolveu reincarnar Nadia Comaneci quando eu estou sentada (posição FUNDAMENTAL para quem está trabalhando na tese...), eu tenho tido uma certa dificuldade em trabalhar.


Aí, um belo dia, resolvi colocar um pouquinho de jazz na minha salinha da biblioteca para me ajudar a concentrar. E não é que Cub ficou quietinho?! As vezes, quando aparecia um saxofone ou uma bateria no solo, Cub se mexia, mas era só começar o solo do trompete que Cub ficava quietinho, e pela primeira vez na semana, pude trabalhar sem sentir revira-voltas internas. Achei engraçadíssimo! (Principalmente porque eu tenho uma leve obsessão por trompetistas desde a época do colégio...fui obcecada por três colegas de turma que eram trompetistas e na faculdade, quando descobri que o Wynton Marsalis dava aula a umas 4 quadras de Columbia, cheguei a passar algumas tardes esperando para ver se o via passeando pelas ruas da redondeza...)

Ou seja, ultimamente, minha trilha sonora de trabalho tem sido um tanto dominada por Miles Davis, Chet Baker, Dizzy Gillespie e Wynton Marsalis. Nada mal para quem já gosta de um trompete...


Só espero que essa preferência dure bastante tempo...pois prefiro MUITO mais escutar um bom jazz para acalmar Cub do que ficar no "repeat all" da Galinha Pintadinha.

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