Week 28: Cub = Chihuahua (ou uma beringela grande)

Essa semana, Cub estava do tamanho de um chihuahua! (Acho que esse é o tamanho que mais gostei até agora...) 

Na falta de um chihuahua, já que ainda não consegui convencer o marido que PRECISO de outro cachorro, e na falta de beringela (porque eu esqueci de comprar...), a foto semanal vai com a Poly e meu smoothie matinal de leite de amêndoas e mirtilhos, que, por sinal, é uma delícia :)

Bem, na 28a semana rolaram alguns acontecimentos, além do fechamento do apê de DC. Eu descobri que Cub gosta do sonzinho do cool jazz (próximo post), que fotógrafos aqui nos EUA são os olhos da cara e acham que os clientes ainda vivem em 1980 (próximo-próximo post), e que, mais importante, meu pai tinha razão (assunto deste post...)

Seguinte: eu sempre quis fazer tatuagem e um piercing no umbigo. Meu pai sempre foi contra (até hoje, não sei bem o por quê...) A regra lá em casa era mais ou menos assim: "enquanto você estiver debaixo do meu teto, nada de tatuagens e piercings." Essa regra nunca me incomodou muito porque: 1o) nunca tive planos de passar o resto da minha vida morando com meus pais e 2o) tatuagens e piercings são para a vida toda...ou seja, no longo prazo, não importa se você fizer uma tatuagem aos 15 ou aos 25. Logo, eu não via problema nenhum em esperar alguns aninhos para me pintar e me furar :) 
Uma das minhas três tattoos...olha que só fui fazer a 1a já com uns 24 anos!
Ah, essa foto foi tirada pela Junia Lane, durante o ensaio que fizemos em 2011. 

Sendo assim, no meu primeiro semestre de faculdade, em NYC, resolvi que guardaria meu dinheirinho do emprego que tinha na biblioteca para fazer meu tão-sonhado piercing! (obs 1: era BEM claro para mim que NÃO deveria usar o dinheiro que meu pai enviava para fazer meu piercing, que deveria fazê-lo com o MEU dinheiro. Obs 2: eu ganhava US$6.50 por hora e trabalhava umas 10-15 horas por semana. Obs3: meu pai deveria ter sido mais explícito na sua regra, pois re-avaliando, acho que o "debaixo do meu teto" não era tão literal assim...o "teto" que morava em NYC era do dormitório de Columbia, não do meu pai, mas alguém aí quer adivinhar quem é que bancava 95% das minhas contas?!)

Enfim, depois de uns meses, economizei dinheirinho suficiente e fiz o tal do piercing, que só fui contar para os meus pais quando voltei de férias ao Brasil (bem, eu não contei...é que férias de dezembro no Rio é sinônimo de verão, que por definição requer um biquini, ou seja, piercing foi exposto, visto, e relutantemente aceito, e fim de história!)

Daí, eu sempre achei que, se tivesse piercing no umbigo, eventualmente minha barriga ficaria sarada (vá entender!) Ao longo desses últimos 13 anos, eu e meu piercing passamos por várias transformações: engordamos, emagrecemos, malhamos (um pouquinho), mas no fundo, no fundo, minha barriga nunca foi sarada o suficiente para expor meu piercing com orgulho (e pensando bem, tirando a época das blusinhas baby-looks no final da década de 90, nunca fui muito de sair perambolando por aí com a barriguinha de fora) 
Tendo um piercing no umbigo, obviamente teria pouca coisa me diferenciando da Adriana Lima, né?! kkkkk 

Ano passado, marido até perguntou quando eu tiraria o tal do piercing (porque, de acordo com ele, entrando na década dos 30, eu já tinha passado da idade de ficar desfilando por aí com um brinco na barriga...como se eu andasse todo dia de calça da Gang, baby-look e barriga de fora :P ) Eu resisti, falando que não removeria tão cedo, só depois que minha barriga ficasse sarada...que estava esperando esse dia chegar.

Bem, meu povo, esse dia não chegou, a barriga está longe de estar sarada, mas, venho comunicar que, na 28a semana da gravidez, relutantemente, removi o tal do piercing...sniff sniff!!!

E aí que fica a lição do dia: meninas, ouçam a voz sábia do seu pai! Porque agora, meu umbigo não só está praticamente sumido (ele está 70% achatado), mas ele está levemente retardado, com um furo em cima (tipo essa foto aqui...se vocês achavam que ia rolar uma foto da minha barriga nua, com meu umbigo retardado, rá!) Como no meu caso, o umbigo já está praticamente todo achatadinho, o furo do piercing ficou parecendo um segundo mini-umbiguinho...MUITO esquisito!!! 

Tenho um pressentimento que o furo vai fechar e é claro, eu poderia furá-lo novamente. Mas, vamos combinar que, enquanto não é esquisito uma mulher de 30 usar piercing no umbigo quando este foi feito durante sua adolescência, FAZER o furo durante a 3a década de vida já é outra história (e um pouquinho demais!) 

Com isso, deixo neste post, uma homenagem ao meu piercing de umbigo:

Querido piercing, você me acompanhou por 13 anos e agora sinto sua falta...Minha barriga se sente nua sem teu brilho reluzente. Peço desculpas se seu lar nunca foi sarado do jeito que você merecia, para te expor orgulhosamente nas areias deste Brasil. Mas saiba que tivemos grandes momentos juntos e que, para sempre, vou me lembrar de você com orgulho, como na foto abaixo:
Auge da minha barriga, em 2007, em Jericoacoara. Não que ela fosse de parar o trânsito, mas nunca ela esteve assim, tão bonitinha. 

E, para terminar este post, uma mensagem de serviço público: 

Amigas que hoje são mães de meninas: se sua filhinha fofa algum dia te encher a paciência na adolescência porque ela quer fazer um piercing no umbigo de qualquer jeito, entrem em contato com a Tia Lélé. Enviarei uma foto da minha pança aos 7 meses de gravidez, com meu umbigo retardado. Agora, não me responsabilizo se sua filha optar por não te dar netos, assim mantendo a integridade umbilical.

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